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Governo do Tocantins realiza mapeamento de aves migratórias na Ilha do Bananal para prevenção à Influenza aviária

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O Tocantins é livre da Influenza Aviária (IA), doença altamente contagiosa que afeta as aves, e para continuar colaborando com a prevenção, sanidade do plantel e a saúde pública, o Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) com o apoio do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) está realizando o mapeamento de sítios de aves migratórias na região centro-norte da Ilha do Bananal, entre os dias 30 de setembro e 4 de outubro. No Brasil, já foram registrados 166 focos da doença.

Em maio deste ano, a ação foi realizada no Parque do Cantão, assim como será na Ilha do Bananal. Ambos estão catalogados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), como sítios de descanso para aves migratórias. “Esses lugares formam uma região propícia para que essas aves façam pousos/paradas durante a migração, seja para se alimentar ou reproduzir. Nesses locais também já foram avistadas algumas aves migratórias pelo ICMBio”, afirmou o gerente de sanidade animal, Sérgio Liocádio.

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“Na Ilha, estamos realizando vigilância ativa, geolocalização, cadastro de sítios de aves migratórias (corpos de água), e se necessário, coleta para suspeita da enfermidade se encontrarmos aves apresentando sintomas. Além disso, prestando orientações às comunidades e inspecionando as aves de subsistência. Com isso, teremos um banco de dados para uma tomada de decisão mais embasada e precisa”, explica a responsável técnica pelo Programa Estadual de Sanidade Avícola da Adapec (PESA), Mariana Teles, acrescentando que também incluiu uma vistoria numa parte do Projeto Rio Formoso.

Além dos dois sítios de aves migratórias, o Estado é cortado por rotas dessas aves, chamada rota Brasil Central, que passa ao longo dos Rios Araguaia e Tocantins. Os trabalhos de mapeamento fazem parte da meta compulsória do convênio firmado com Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e conta com a presença da Superintendência Federal da Agricultura-SFA/TO.

Influenza Aviária

A influenza aviária (H5N1) de alta patogenicidade (IAAP) é altamente contagiosa e afeta aves, podendo ser transmitida ao homem. Desde o primeiro caso da doença registrado no Brasil, a Adapec intensificou as medidas preventivas: treinamento de equipes, reuniões técnicas com instituições públicas e privadas, vigilâncias ativas em locais considerados de maior risco e atendimento às notificações. Além disso, tem decreto vigente de emergência zoossanitária, de acordo com as medidas do Mapa, objetivando colaborar com a segurança da sanidade do plantel avícola e da saúde pública.

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SAÚDE

SES-TO articula ações para fortalecer assistência à saúde em territórios quilombolas

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Com o objetivo de identificar desafios e fortalecer as ações da Atenção Primária nos territórios, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) está alinhando ações para a realização de oficinas voltadas à saúde da população quilombola. A iniciativa conta com a parceria do Ministério da Saúde, de órgãos estaduais e de municípios.

As primeiras oficinas estão previstas para ocorrer nas regiões Sudeste e Amor Perfeito. O município de Dianópolis sediará a etapa inicial, em maio, e Mateiros deve receber a programação no mês de junho. A proposta é expandir a ação para todas as regiões com presença de comunidades quilombolas. Atualmente, existem 12.881 quilombos no Tocantins, sendo 43 reconhecidos pela Fundação Palmares e 54 pela Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais.

A estratégia prioriza a escuta dos gestores municipais da Atenção Primária que atuam diretamente nesses territórios, permitindo um diagnóstico mais preciso das condições de atendimento, considerando as particularidades sociais, culturais e geográficas das comunidades quilombolas no estado.

Do Núcleo de Equidade de Gênero, Raça e Etnia da SES-TO, Paula Rey Vilela explicou que o foco é compreender a realidade dos municípios para qualificar as políticas públicas. “Vamos dialogar com os gestores da Atenção Primária que atuam em territórios quilombolas, entender as dificuldades e levantar um diagnóstico situacional. A partir disso, buscaremos fortalecer as políticas de equidade no estado e subsidiar a construção da política estadual de saúde da população negra e quilombola.”

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Ela destacou ainda que as oficinas vão abordar temas como racismo institucional, acolhimento qualificado e as especificidades culturais dessas comunidades. “Muitas vezes, os profissionais não têm preparo para lidar com essas realidades, o que impacta diretamente no atendimento. A proposta é ampliar essa compreensão e melhorar o cuidado”, completou.

Para a diretora de Políticas para Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Igualdade Social, Bianca Pereira, a iniciativa contribui para ampliar o olhar sobre a saúde pública no estado. “É fundamental pensar a saúde para além do contexto urbano, considerando as especificidades dos territórios quilombolas. As oficinas são uma oportunidade de escuta ativa, que vão permitir entender melhor o acesso à saúde nessas comunidades e aprimorar as ações desenvolvidas.”

O assessor do Ministério da Saúde, Fernando Nunes Alves, ressaltou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Estamos aqui para somar esforços e contribuir com a construção de políticas públicas mais efetivas. O Ministério atua na promoção da igualdade racial e no enfrentamento das desigualdades dentro do SUS, e esse trabalho integrado é essencial para garantir um atendimento mais justo à população quilombola.”

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Durante a reunião, também foi apresentada a Portaria GM/MS nº 9.572, de 22 de dezembro de 2025, que institui incentivo financeiro de custeio mensal para equipes de Saúde da Família que atuam em áreas com população quilombola. A medida busca fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e promover maior equidade no acesso aos serviços.

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