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Projeto Sorriso nas Aldeias

Projeto Sorriso nas Aldeias leva saúde bucal para população indígena no Tocantins

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Nos dias 12 e 13 de agosto, a aldeia Funil, localizada no município de Tocantínia, foi palco de importantes ações do Projeto Sorriso nas Aldeias, uma iniciativa da Área Técnica de Saúde Bucal da Diretoria de Ação Primária (DAP) da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO). O projeto tem como meta beneficiar aproximadamente 14 mil indígenas em diversas regiões do Estado, promovendo cuidados essenciais com a saúde bucal.

 “O Tocantins tem sido um estado referência e um dos pioneiros no tocante a integração da saúde indígena dentro dos territórios, tanto na pauta de saúde bucal como também a saúde da atenção primária no contexto geral. E um desses projetos é o Sorrindo no SUS, e o Sorrindo nas Aldeias, como também temos outros projetos em várias áreas da atenção primária” informou a diretora de Atenção Primária da SES-TO, Cleidimar Rodrigues Soares de Abreu.

As atividades desenvolvidas na aldeia Funil incluíram uma peça teatral voltada para as crianças, com o objetivo de ensinar e estimular a prática correta de higiene bucal. Além disso, foram distribuídos kits de higiene bucal e realizadas escovações supervisionadas, garantindo que os pequenos aprendessem na prática os cuidados necessários.

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“Para nós hoje é um dia muito importante, pois nós sabemos quais são as dificuldades para manter o trato na área da odontologia, e nos sentimos felizes com a presença de todos os envolvidos” agradeceu o Pajé da Aldeia Funil, Elson Krensu.

As ações do Projeto Sorriso nas Aldeias têm se mostrado fundamentais para a promoção da saúde bucal entre a população indígena, fortalecendo a prevenção de doenças e melhorando a qualidade de vida das comunidades atendidas. A continuidade desse trabalho é vista como um passo importante na construção de um futuro mais saudável para todos.

Parcerias

O projeto Sorriso nas Aldeias conta com o apoio e mãos do Ministério da Saúde, da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), Distrito Sanitário Especial Indígena Tocantins – DSEI/TO, Universidade Ulbra e Colgate.

“Temos como objetivo realizar um levantamento da condição da saúde bucal da população indígena do Tocantins, e trabalhamos prevenção e saúde aliando aos projetos de extensão e pesquisa.” relatou a Coordenadora do Curso de Odontologia da ULBRA Tocantins, Tássia Borges.

“Todos os parceiros envolvidos são de suma importância, pois de forma complementar cada um faz uma coisa, cada um tem uma expertise, cada um desenvolve um trabalho, gerando resultados grandiosos na cobertura de saúde bucal da população indígena do Tocantins. E com os bons resultados que estamos alcançando a intenção é que o programa Sorrisos nas Aldeias seja uma coisa que se perpetue.” explicou o responsável pela Área Técnica de Saúde Bucal da SES-TO, Luiz Fernando Varrone.

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SAÚDE

No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, Governo do Tocantins destaca ações de incentivo à amamentação

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No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira, 21, o Governo do Tocantins destaca o fortalecimento de ações de incentivo e apoio à amamentação. No Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, a hora dourada (Golden Hour) é considerada uma etapa fundamental para o sucesso do aleitamento materno.

A hora dourada, período que compreende os primeiros 60 minutos de vida do bebê, é decisiva para a adaptação ao ambiente externo, o contato pele a pele imediato e o início da amamentação, fatores que contribuem para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O clampeamento oportuno do cordão umbilical e o estímulo à amamentação na primeira hora de vida estão entre as medidas priorizadas pelas equipes de saúde da unidade hospitalar.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca a importância das ações desenvolvidas nas maternidades estaduais. “As nossas equipes estão capacitadas para garantir as práticas de estímulo à amamentação, promovendo um atendimento mais seguro, humanizado e acolhedor às mães e aos recém-nascidos”, pontua.

Hora dourada

A recomendação é que o contato pele a pele seja mantido por pelo menos uma hora. Em partos normais, esse tempo costuma ser facilmente preservado. Já nas cesarianas, o período pode ser reduzido devido aos procedimentos cirúrgicos e à necessidade de transferência da paciente, mas mesmo em intervalos menores já apresentam benefícios importantes.

A médica pediatra Bruna Muller explica que o contato pele a pele é uma das práticas mais importantes da Golden Hour. “O contato ajuda o recém-nascido a fazer essa transição da vida intrauterina para o ambiente externo, de forma mais tranquila e segura. Quando o bebê é colocado no colo da mãe logo após o nascimento, ele reconhece a voz, o cheiro, o calor e os batimentos cardíacos que já conhecia dentro da barriga. Isso favorece a regulação da respiração, da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho”, ressalta.

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A paciente Ana Keila Lopes Soares compartilhou a emoção de vivenciar o contato pele a pele logo após o nascimento do seu bebê no Hospital e Maternidade Dona Regina. “Já é o meu quarto filho e, em todas as experiências, tive esse contato pele a pele após o nascimento, o que determinou o sucesso da amamentação. Quando o bebê nasce e é colocado no colo, a gente sente que está tudo bem, que ele está saudável. O contato é totalmente diferente, muito mais intenso”, enfatizou.

Mãe pela primeira vez, Débora Letícia Barbosa Costa relatou a emoção de vivenciar a hora dourada após o parto. “Eu já conhecia a importância desse momento antes mesmo do nascimento do meu bebê. Quando ele nasceu e foi colocado no meu peito ainda na sala de parto, senti um alívio muito grande por vê-lo bem e comigo. Foi um momento muito marcante na minha vida como mãe. Consegui amamentá-lo ainda na primeira hora de vida. Apesar das dificuldades iniciais, a equipe foi muito parceira, me ajudou e me acolheu. Todo mundo que me atendeu me fez sentir respeitada e segura durante o parto”, salientou.

Além do cuidado humanizado e das ações de incentivo ao aleitamento materno, o Hospital e Maternidade Dona Regina também se destaca pelos números expressivos na assistência materno-infantil. Em março deste ano, a unidade alcançou a marca de 436 partos realizados, refletindo a atuação da equipe na assistência materno-infantil. Desse total, 184 foram partos normais, correspondendo a 42% dos procedimentos, enquanto 252 ocorreram por cesariana, representando 58% dos nascimentos registrados no período. Os dados evidenciam o compromisso da unidade em garantir atendimento seguro e qualificado às gestantes, respeitando as necessidades clínicas de cada caso.

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Estrutura e suporte

A Equipe Matricial de Humanização (EMH) da maternidade é composta por profissionais como fisioterapeuta, enfermeira, psicólogas, assistentes sociais e administrativa. Mensalmente, é realizado um conjunto de ações voltadas à preparação de gestantes e acompanhantes. Entre as atividades, está o curso de preparação para o parto, ofertado em formato presencial e on-line, oficina de amamentação ofertada a cada dois meses de forma on-line, sob orientação de uma profissional de fonoaudiologia, com apoio da equipe de humanização.

Outro serviço disponível é a visita guiada à maternidade, momento em que gestantes e acompanhantes conhecem a estrutura e o fluxo de atendimento. A atividade é agendada e ocorre, em geral, às terças-feiras, podendo haver datas extras conforme a demanda. Para garantir melhor organização e acolhimento, os grupos são reduzidos.

As iniciativas têm como objetivo preparar as gestantes para o parto, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê, incluindo orientações sobre a Golden Hour e o início da amamentação ainda nas primeiras horas de vida.

Aleitamento materno

O leite materno é o melhor alimento para bebês e a forma de proteção mais eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil. Segundo o Ministério da Saúde, a amamentação é capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos.

O aleitamento materno protege a criança da diarreia, de infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Mães que amamentam também são protegidas em relação a diversas doenças. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida.

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