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SES-TO realiza Webconferência sobre Doença falciforme

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Com objetivo de fomentar a qualificação profissional quanto a Doença Falciforme, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) realiza no dia 26 de junho, das 9h às 11h, uma webconferência sobre a doença. O encontro é direcionado aos profissionais médicos e enfermeiros que atuam na atenção primária à saúde dos 139 municípios tocantinenses. Para participar os interessados devem entrar no link: https://meet.google.com/vew-vudj-qvg.

A webconferência será mediada pelos técnicos da Superintendência de Políticas de Atenção à Saúde (SPAS) e tem como objetivo a ampliação do debate entre gestores e profissionais de saúde sobre os desafios e propostas para a formulação de ações que contribuam com promoção de saúde e acompanhamento às pessoas com doença falciforme.

“A Doença Falciforme é uma doença hereditária, que causa uma alteração na hemoglobina e precisa de um acompanhamento multiprofissional, por isso a importância de qualificar as equipes de saúde dos municípios para entender melhor o conceito da doença Falciforme, diagnóstico, tratamentos disponíveis e fluxos de encaminhamento. E quanto mais cedo for diagnosticada e acompanhada, o paciente terá mais qualidade de vida”, destacou a diretora da Atenção Primária/SES-TO, Cleidimar Rodrigues.

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Dados

De acordo com o sistema Hemovida Web Hemoglobinopatias (HWDF) do Ministério da Saúde (MS), no Tocantins, existem 669 pacientes em tratamento contra a doença falciforme. Destes usuários, 60% são acima de 18 anos, 25,9% são crianças de 0 a 12 anos e 13,8% adolescentes.

Diagnóstico

O SUS oferece os exames necessários para o diagnóstico da Doença Falciforme, como o Teste do Pezinho (Triagem Neonatal) e a eletroforese de hemoglobina. É um exame obrigatório, que deve ser realizado em todos os recém-nascidos, preferencialmente entre o 2º ao 7º dia de vida. No Estado, em 2023, nasceram 22.733 crianças. Desses 14.598 testes do pezinho, uma cobertura de 64,22% dos exames realizados foram feitos pelo Governo do Tocantins.

Acompanhamento

Os pacientes diagnosticados podem fazer o seu acompanhamento pelos Ambulatórios de Hematologia da Hemorrede do Tocantins em Palmas e Araguiaína.

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SAÚDE

Justiça determina que Hospital Dom Orione mantenha atendimento pelo SUS

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A Justiça do Tocantins deferiu, nesta segunda-feira (27), o pedido de tutela antecipada apresentado pelo Governo do Estado e determinou que a Casa de Caridade Dom Orione mantenha integralmente a prestação dos serviços hospitalares contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi proferida pela juíza Renata Teresa da Silva Macor, durante o Plantão Judicial.

A ação foi ajuizada pelo Estado após a direção do Hospital Dom Orione comunicar a intenção de suspender procedimentos eletivos de média e alta complexidade, alegando atraso em repasses financeiros. Entre os serviços que poderiam ser interrompidos estavam cirurgias cardíacas, neurocirurgias, cirurgias urológicas e endovasculares, especialidades que fazem do hospital uma das principais referências em atendimento de alta complexidade da Macrorregião Norte do Tocantins.

Na decisão, a magistrada destacou que a saúde é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal e que os serviços prestados por instituições privadas contratadas pelo SUS possuem natureza essencial, não podendo ser interrompidos em razão de controvérsias financeiras. Segundo a decisão, eventuais divergências relacionadas a pagamentos devem ser solucionadas pelas vias administrativas ou judiciais, sem prejuízo à população usuária do sistema público de saúde.

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O Governo do Tocantins informou à Justiça que já adotou medidas para regularizar a situação financeira, incluindo a realização de auditoria e encontro de contas para apuração dos valores devidos. Também comprovou o pagamento de R$ 2.451.939,32, efetuado no último dia 23 de julho, referente aos contratos firmados com a instituição hospitalar, reduzindo o saldo pendente desses instrumentos para R$ 12.641.061,68.

Ao analisar o caso, a magistrada considerou que havia elementos suficientes para demonstrar a probabilidade do direito alegado pelo Estado e o risco de prejuízos à população caso os atendimentos fossem interrompidos. A decisão ressalta que a suspensão dos serviços poderia provocar o cancelamento de procedimentos especializados, aumentar a fila de espera e comprometer a assistência a pacientes que dependem do SUS.

Com a tutela antecipada, o Hospital Dom Orione deverá manter a regular prestação de todos os serviços hospitalares e ambulatoriais previstos nos Contratos Administrativos nº 127/2022 e nº 410/2026, incluindo consultas, exames, internações, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), atendimentos de urgência e emergência, além de procedimentos cirúrgicos eletivos e de alta complexidade.

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Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil. A Justiça também determinou a intimação imediata da instituição para cumprimento da decisão.

A Secretaria de Estado da Saúde reafirma seu compromisso com a continuidade da assistência à população tocantinense e destaca que seguirá adotando todas as medidas administrativas e judiciais necessárias para garantir o funcionamento regular da rede pública de saúde e preservar o atendimento aos usuários do SUS.

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