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CAPACITAÇÃO

Governo do Tocantins capacita membros dos comitês de bacias sobre cobrança pelo uso da água na Bacia do Rio Formoso

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Para esclarecer dúvidas como vai funcionar a cobrança pelo uso da água na Bacia do Rio Formoso, o Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Formoso,  Prefeitura de Lagoa de Confusão e Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (Ana), promoveram nesta quinta e sexta-feira,14, o curso Instrumento de Gestão e Cobrança pelo Uso da Água.

O evento realizado no Centro Cultural Leda Bernadon, em Lagoa da Confusão reuniu membros dos comitês de Bacias Hidrográficas, representantes das universidades, secretários de meio ambiente e representações dos produtores locais.

A cobrança pelo uso dos Recursos Hídricos na Bacia do Rio Formoso foi estabelecida pelo Governo do Tocantins, por meio de Decreto publicado no Diário Oficial n° 6.296, de 23 de março de 2023.    A medida está prevista na Política Estadual de Recursos Hídricos,  Lei n° 1.307/2002.

Com a publicação deste decreto, o Tocantins passou a ser o primeiro estado da região Norte a regulamentar a cobrança pelo uso da água para usos múltiplos na bacia, para projetos de irrigação, saneamento básico, dessendentação de animais, entre outros.A cobrança começará a ser efetuada a partir de janeiro do próximo ano com valores por metro cubico que não chegam a um centavo.

“Este curso tem uma importância muito grande porque a cobrança pelo uso da água é um dos últimos instrumentos da política estadual dos Recursos Hídricos e este instrumento é mais viável onde apresenta conflito pelo uso deste bem , como é o caso aqui da Bacia do Rio Formoso, por isso que escolhemos aqui primeiramente para implantar  este instrumento com o objetivo de dirimir este conflito “, explicou o diretor de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos, Aldo Azevedo.

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O consultor técnico da ANA, Giordano Carvalho abriu o evento apresentando um panorama detalhado de como as cobranças são implementadas no país (federal e estadual),  evidenciando os locais onde a medida já está em vigor.

Segundo o consultor, atualmente, a cobrança está sendo implementada em seis bacias da União e pelos estados do Ceará, Rio de Janeiro São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Paraiba e agora, o Tocantins.

 ‘ A cobrança pelo uso da água é uma forma de valorizar este recurso finito que traz eficiência econômica e sustentabilidade financeira”, completou.

O gerente de outorga do Naturatins, Mateus Chagas, detalhou a gestão das outorgas na Bacia Hidrográfica do Formoso, regiões com maior número de outorgas e áreas com maior captação de água. Sua apresentação foi importante para os comitês de bacias, bem como, para os gestores e sociedade entenderem o panorama da captação de água na bacia hidrográfica.

Comitês

O recurso oriundo da cobrança serão destinados ao Fundo Estadual dos Recursos Hídricos que será aplicado de acordo com o Plano de Trabalho da Bacia aprovado pelo Comitê de Bacia e homologado pelo Conselho Estadual dos Recuros Hídricos. Para o presidente do CBH  do Rio Formo, Jair da Costa, há uma demanda muito grande pelo uso da água na bacia do Rio Formoso  e por isso, a preocupação e que este uso seja utilizado de forma racional.

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”Aqui vai ser a primeira experiência no estado para melhorarmos a gestão dos recursos hídricos porque todo o recurso oriundo da cobrança vai ser utilizado aqui dentro da bacia e estamos demonstrando que, apesar da cobrança ser  muito irrisória, será importante para fazermos a gestão deste recurso de forma sustentável e   racional”, disse.

Segurança Hídrica

O palestrante Felipe Azevedo Marques demonstrou o impacto da irrigação na economia do estado, discutindo as melhorias na gestão da água, como a instalação de medidores e o seu gerenciamento responsável .Segundo dados apresentados pelo palestrante, baseados em levantamento do IBGE, Lagoa da Confusão é hoje único município do Tocantins a integrar a lista dos 100 mais ricos do agronegócio brasileiro, fruto do impacto da irrigação.

O palestrante Marcelo Freitas de Souza, da Foton Engenharia, apresentou diversos tipos de medidores de vazão, incluindo aqueles que transmitem dados em tempo real com ou sem internet. Ele destacou os modelos mais adequados para diferentes desafios, proporcionando soluções tecnológicas avançadas para a gestão hídrica.

Mesa Redonda

O evento foi concluído com uma mesa redonda, em que foram debatidos investimentos do estado, do comitê e dos produtores na gestão dos recursos hídricos.” Se os recursos forem aplicados na bacia do Rio Formoso, nós somos a favor porque um comitê forte e independente é de suma importância para a bacia”, afirmou o produtor rural  Anilton Bardini.

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Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins garante atendimento à população e contesta suspensão anunciada pelo Hospital Dom Orione

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) segue cumprindo os compromissos firmados com o Hospital Dom Orione, em Araguaína. Segundo a SES, medidas judiciais serão adotadas diante do anúncio da paralisação de atendimentos e não permitirá qualquer interrupção na assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na Macrorregião Norte do Estado.

Diante do anúncio feito esta semana pelo Hospital Dom Orione, a Secretaria explicou que os contratos firmados entre as partes permanecem plenamente vigentes e que a continuidade dos serviços constitui obrigação contratual da unidade hospitalar.

 

Números divergentes

A SES-TO esclarece ainda que os valores divulgados pelo hospital divergem dos registros constantes nos processos administrativos da Secretaria. Por esse motivo, será instaurada auditoria para apurar os débitos efetivamente existentes, conferir a regularidade da execução contratual e garantir total transparência na aplicação dos recursos públicos.

Paralelamente, a pasta notificará formalmente a instituição para que cumpra integralmente as obrigações assumidas em contrato e dará ciência à autoridade judicial competente das medidas adotadas. A Secretaria também adotará todas as providências administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a continuidade dos atendimentos, preservando o direito constitucional da população ao acesso à saúde.

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Dos valores pagos

Somente entre janeiro e julho de 2026, a Secretária de Estado da Saúde do Tocantins efetuou R$ 44.058.971,83 em pagamentos ao Hospital Dom Orione, referentes aos contratos vigentes. Desse total, R$ 17.756.083,22 foram destinados ao contrato nº 127/2022 que trata do serviço de cirurgias cardíacas e R$ 6.530.439,29 ao contrato nº 410/2026 destinado aos serviços de obstetrícia, R$ 11.300.569,31 ao Contrato nº 128/2022; R$ 3.611.450,00 à Requisição do Processo nº 9286/2022; e R$ 4.860.430,01 referem-se ao repasse financeiro previsto na Lei Federal nº 14.434/2022, destinado às entidades filantrópicas que complementam os serviços do SUS, demonstrando que o Estado vem honrando seus compromissos financeiros por meio de pagamentos contínuos ao longo do ano.

Além disso, no último dia 23 de julho, a Secretaria realizou um novo pagamento de R$ 2.451.939,32, valor destinado à amortização dos contratos mantidos com a instituição hospitalar. Desse montante, R$ 1.508.924,00 foram destinados ao contrato nº 007226 com a Rede Alyne e R$ 943.015,32 ao contrato nº 009198 referente a diversas especialidades como os serviços de cardiologia, cirurgias endovasculares e outros reduzindo o saldo financeiro existente entre as partes.

Os relatórios financeiros também demonstram que parte das obrigações contratuais já foi quitada, como os recursos destinados à Rede Cegonha, enquanto os demais contratos seguem em processo de regularização financeira, evidenciando que existe uma relação contratual ativa, com pagamentos sendo realizados e negociação permanente entre o Estado e a instituição hospitalar.

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Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde considera injustificável qualquer interrupção da assistência à população. A prestação de serviços de saúde no âmbito do SUS possui caráter essencial e não pode ser suspensa de forma unilateral, sobretudo quando o Estado mantém o fluxo de pagamentos e trabalha para a regularização integral dos contratos.

 

Abertura ao diálogo

A SES reforça que permanece aberta ao diálogo institucional e à construção de soluções administrativas, mas ressalta que utilizará todos os instrumentos legais necessários para assegurar a continuidade dos atendimentos e preservar o direito constitucional da população ao acesso à saúde.

A Pasta reafirma que a assistência aos usuários do SUS é prioridade absoluta da gestão estadual. Nenhuma divergência administrativa ou financeira pode comprometer a continuidade dos serviços essenciais de saúde, razão pela qual todas as medidas necessárias serão adotadas para garantir que a população continue recebendo atendimento com segurança, qualidade e responsabilidade.

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