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PROFE

Um ano de valorização da cultura e destaque no esporte escolar do Tocantins

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O Programa de Fortalecimento da Educação (PROFE) está celebrando neste mês de abril, um ano desde a sua criação. O programa do Governo do Tocantins, executado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), foi planejado para ser desenvolvido no período de 2023 a 2027, com investimentos em diversas áreas da educação.

Durante o seu primeiro ano, as ações voltadas para a cultura e o desporto apresentaram resultados que impactaram e transformaram a vida de diversos estudantes.

Destaque Internacional

Em 2023, em um momento emblemático para o esporte tocantinense, o time de futsal feminino do Colégio Estadual Guilherme Dourado, de Araguaína, colocou o Tocantins em evidência no cenário internacional, com o 2º lugar no Campeonato Mundial de Futsal Escolar Feminino, que aconteceu em Belgrado, na Sérvia. Elas foram convocadas para o mundial após serem destaque no Campeonato Brasileiro Escolar, realizado em Palmas, em abril de 2023.

A goleira do time, Evelyn Pereira, foi contratada para jogar profissionalmente em um time de São Paulo, realizando um sonho. “Eu sempre acreditei que um dia conquistar algo grande, esse é apenas o começo, e tenho certeza de que muitos sonhos ainda serão realizados. Tudo isso graças ao apoio que recebemos na escola”, relatou a estudante.

JETs

Em 2023, os Jogos Estudantis do Tocantins (JETs) reuniram mais de 18 mil estudantes das redes pública e privada de educação. Com o PROFE, pela primeira vez a etapa final aconteceu em Araguaína.

É por meio do esporte que muitos estudantes têm a sua primeira experiência de viajar para fora do estado. Os classificados na etapa estadual do JETs vão para competições nacionais, como os Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), que em cada ano acontece em um estado diferente.

Parajets

Com o PROFE, em sua 9ª edição, os Jogos Estudantis Paradesportivos do Tocantins (Parajets), reuniu 130 paratletas de 78 unidades escolares estaduais, municipais e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes). A competição promove inclusão social, valorização e independência do estudante por meio do esporte.

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Os paratletas tocantinenses trilharam um caminho de vitórias alcançando destaque nacional.  Na última edição das Paralimpíadas Escolares, que aconteceu em São Paulo, os estudantes conquistaram diversas medalhas e quebraram recordes nacionais.

JEITs

Os Jogos Escolares Indígenas do Tocantins (JEITs) fortalecem a identidade cultural indígena, promovem a socialização entre os povos originários, além de incentivar as práticas esportivas comuns entre as comunidades. No ano passado, com o PROFE, o evento reuniu 763 estudantes-atletas indígenas de 12 a 17 anos, de 35 escolas, representando 7 povos do Estado: Apinajé, Karajá-Xambioá, Krahô, Javaé, Karajá, Krahô-Kanela e Xerente, em Palmas.

A valorização do esporte e da cultura dos povos originários tem se tornado um caminho para a realização de sonhos de estudantes tocantinenses. Como foi o caso da estudante-atleta Ivanete Xerente, que se tornou a primeira indígena a assinar um contrato profissional no futebol nacional. “Fico feliz em conseguir meu primeiro contrato como profissional e como primeira indígena do Brasil. Hoje, tenho muito orgulho de representar meus povos indígenas no mundo do futebol”, declarou.

Canta Tocantins

Já se encaminhando para a sua 4ª edição, o Canta Tocantins das Escolas Estaduais tem revelado grandes talentos musicais por todo o estado. O concurso mobiliza milhares de pessoas que votam, compartilham e torcem por seus cantores favoritos, que nunca falham em entregar performances carregadas de emoção e superação.

A competição possui duas etapas e os estudantes podem se inscrever nas categorias Júnior ou Silver. A fase regional acontece de forma on-line, por meio do Instagram oficial do Canta Tocantins.

Na última edição, o estudante Carlos Diego, da Superintendência Regional de Educação de Palmas, conquistou o 1º lugar na categoria Júnior e revelou com muita felicidade que a música sempre fez parte da sua vida. “Comecei a cantar com 12 anos de idade e pretendo fazer carreira na música. Estou muito feliz de ter ganhado, agradeço aos meus professores e toda a minha família que sempre me apoiaram”, disse.

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Dança Tocantins

O Dança Tocantins das Escolas Estaduais surgiu com o objetivo de identificar e valorizar jovens com dons artísticos na rede estadual. Com o intuito de estimular o exercício da dança e da expressão corporal entre os jovens, e incentivar projetos artísticos nas escolas estaduais, o projeto também foi abraçado pelo público, e já está com as inscrições abertas para a sua 3ª edição.

A estudante Ayara Tanaka Benevides, integrante do grupo de Dança CMTO, vencedor na categoria grupo na II edição do projeto, ressaltou que foi um momento que ficará marcado para sempre. “A dança representa uma segunda casa, um lugar onde posso expressar minha mente. É onde enfrento desafios, corrijo meus problemas e me sinto livre. Dançar é onde encontro descanso e liberdade”.

A última edição contou com 70 finalistas, e cerca de 450 estudantes participaram das etapas realizadas nas 13 Superintendências Regionais de Educação (SRE).

Dramatiza e Interpreta Tocantins

Com os resultados positivos em encontrar talentos tocantinenses por meio do Canta e Dança Tocantins, a Seduc está lançando mais uma ação do PROFE que celebra as habilidades artísticas dos estudantes, o Dramatiza Tocantins das Escolas Estaduais.

O Interpreta faz parte dos projetos de arte, cultura e literatura da Seduc, como parte do PROFE. Será um festival de gêneros narrativos para contadores de história, contos e monólogos das unidades de ensino do estado, com a mesma dinâmica do Canta e do Dança.

Diante das muitas conquistas que o PROFE promoveu ao longo deste último ano, o secretário da Educação, Fábio Vaz, ressaltou a importância em investir em arte, cultura e esporte escolar. “Com os incentivos que estamos realizando nas ações de esporte e cultura por meio do programa, estamos revelando os talentos da rede estadual, melhorando a aprendizagem e garantindo um futuro de sucesso para os nossos estudantes”, concluiu.

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EDUCAÇÃO

Estudantes do Tocantins são premiados no Concurso Museu das Águas Brasileiras

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Estudantes do Tocantins comemoram a classificação na 7ª edição do concurso “A água que queremos”, título original “The water we want”, que selecionou os melhores trabalhos sobre reflexões sobre a água. Entre os alunos destaques estão Gabriela Miranda Menezes, 11 anos, do Colégio Militar do Tocantins Presidente Costa e Silva, de Gurupi, com o poema “O futuro cabe em uma gota”; Micayron Pinheiro Guimarães, 16 anos, da 2ª série do ensino médio do Colégio Estadual Adá de Assis Teixeira, em Goiatins, que participou na categoria “Vídeo e outras mídias”, com a música “O Sangue da Terra”. Do Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza, de Augustinópolis, dois estudantes alcançaram destaque, Verônica Heloísa Brito França e Cibelle de Sousa Rodrigues, na categoria “Vídeo e outras mídias”.

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), incentiva os professores e alunos a participarem das olimpíadas científicas e concursos escolares para que os jovens tenham mais oportunidades.

Destaque na poesia

A estudante Gabriela fez uma analogia sobre a água, um líquido tão necessário, que se não for cuidado, será escasso em muitos locais. A aluna contou com a orientação da professora Milian Pereira Santana Silva. A obra se destacou pela originalidade, criatividade e alinhamento com a temática da preservação da água e da sustentabilidade, reforçando a importância das ações coletivas. O texto destaca a conexão entre a água e os ecossistemas e alerta para o desperdício e a poluição, reforçando que o futuro depende das escolhas do presente.

“Essa conquista representa muito mais do que alcançar um resultado, significa crescimento pessoal, responsabilidade e aprendizado para minha vida. Essa experiência me mostrou que, com dedicação e esforço, somos capazes de superar desafios e valorizar ainda mais cada oportunidade que recebemos. Além disso, essa conquista trouxe ensinamentos importantes sobre a importância do cuidado com a natureza e com a água, recursos essenciais para a sobrevivência de todos os seres vivos”, frisou a estudante Gabriela.

A professora Milian destacou a experiência significativa para a escola e para os estudantes. “Ver nossos alunos envolvidos em ações que promovem a conscientização ambiental e o compromisso com a preservação da água é motivo de grande orgulho. Essa vivência proporcionou importantes aprendizados sobre responsabilidade, cidadania e sustentabilidade, mostrando que a educação vai além da sala de aula e transforma atitudes no cotidiano. Além disso, reforçou a importância de despertar nos estudantes o cuidado com os recursos naturais e a compreensão de que pequenas ações podem gerar grandes impactos para o futuro do planeta”, explicou.

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Música traz o despertar da consciência

O estudante Micayron é coautor da canção “O Sangue da Terra”, um manifesto sonoro que exalta as águas brasileiras, do Aquífero Guarani ao rio São Francisco. A obra funciona como um alerta urgente contra a ganância e a favor da preservação natural.

O estudante Micayron falou sobre a conquista de ter um trabalho que está sendo destaque. “Eu nem consegui acreditar. Queria agradecer muito a parceria do professor, pois sem essa orientação não teria sido selecionado. E agora estamos torcendo pelo resultado final para que possamos estar na etapa internacional”, comemorou.

Para o professor orientador, Leandro Lima Carvalho, a conquista reflete a essência do ensino. “Nosso dever como educadores é contribuir com o protagonismo estudantil. A educação, quando bem direcionada, é transformadora. Juntos, unindo técnica e sensibilidade, transformamos poesia em um apelo fundamental pelo nosso futuro”, afirmou.

A música pode ser acessada no portal https://youtu.be/SFS_OaRoAcA?si=Af8ofKp_fWZ6ANzq.

De Augustinópolis

O Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza já é destaque no concurso A Água que Queremos. No ano passado, a escola ficou entre os finalistas internacionais com a animação “Vida”. Neste ano, a estudante Verônica desenvolveu o trabalho “A água que queremos é a água que cuidamos”, e a aluna Cibelle apresentou a criação “Água: a essência da vida”. Os alunos contaram com a orientação dos professores Antonio Valdemarí Rodrigues Morais e Verônica Heloísa Brito França.

“A participação na 7ª edição do concurso internacional The Water We Want é muito interessante quando percebemos o interesse e a satisfação dos estudantes em terem seus trabalhos enviados. Ter dois trabalhos da nossa escola selecionados para a etapa internacional é gratificante e mostra que o Colégio Manoel Vicente está no caminho certo, tendo em vista que, no ano passado, já havíamos sido campeões no mesmo concurso e na mesma categoria com o trabalho do estudante Estevão Wendel, por meio da animação ‘Vida’”, afirmou o professor Valdemarí.

A estudante Verônica ressaltou a alegria da conquista. “Foi muito bom ter participado do Concurso Museu da Água. Não imaginava que seria uma das vencedoras na etapa nacional. Estou muito feliz e espero ser uma das vencedoras da etapa internacional”, contou. O vídeo pode ser conferido no link https://youtu.be/jdcIZIWWDvk?si=Y6_Bt8z-pON2OeHI.

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A aluna Cibele falou de sua criação. “Participar do concurso foi não só uma oportunidade de representar a cultura brasileira por meio da minha arte, mas também uma oportunidade de reconhecimento. Tem sido uma experiência bastante positiva, que expandiu minha criatividade”, declarou. Vídeo está disponível no You Tube https://youtu.be/NJbmky5djjc?si=b-vYIAMePaccrzUW.

Walquíria de Souza Milhomem, gerente de Programas e Projetos Pedagógicos da Seduc, reforçou a importância de as escolas participarem das olimpíadas e concursos científicos. “E não há satisfação maior para toda a equipe da Seduc do que presenciar o nosso Tocantins em destaque. Ver a dedicação dos nossos professores gerando frutos e ver nossos estudantes subindo ao pódio, sendo premiados e reconhecidos, é a maior prova de que a escola pública tem uma força transformadora. Cada premiação é uma vitória coletiva, do aluno, da família, da escola e de todo o estado”, afirmou.

A professora Walquíria destacou que essas competições vão muito além da busca por medalhas. “Elas são ferramentas pedagógicas poderosas que despertam o protagonismo, estimulam o pensamento crítico e revelam talentos que, muitas vezes, só precisavam de uma oportunidade para brilhar. Quando uma escola incentiva seus alunos a participarem, ela está expandindo os horizontes e mostrando que o conhecimento não tem fronteiras”, ressaltou.

Concurso

O concurso é promovido pela Wamu-net e divulgado no Brasil pelo Museu das Águas Brasileiras, e o objetivo é desafiar crianças e jovens a expressar, por meio de desenhos, vídeos, poesias e outras mídias, sobre a importância da água no cotidiano.

Foram selecionadas seis obras vencedoras na fase nacional, e a equipe organizadora preparou uma galeria completa com todos os trabalhos recebidos, estas podem ser conferidas no portal https://www.museudasaguasbrasileiras.org/results-www-7-2026.

“O concurso A Água que Queremos representa uma importante oportunidade para que as escolas fortaleçam a educação ambiental de forma sensível, criativa e transformadora. Ao participarem, os estudantes ampliam sua compreensão sobre a importância da água. Mais do que uma atividade educativa, o concurso desperta reflexões sobre responsabilidade coletiva, cidadania e respeito à vida”, explicou a professora Liliana Naval, do Museu das Águas Brasileiras.

                           

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