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Governo do Tocantins amplia atendimento a estudantes com cursos técnicos e qualificação profissional

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Gerar oportunidades de aprendizagem, qualificação profissional e transformar vidas estão entre os objetivos do trabalho realizado pelas três unidades de ensino mantidas pela Associação Novo Caminho Juvenil: Colégio Agrícola Dom Bosco, Colégio de Tecelagem Artística Nossa Senhora Auxiliadora, ambas em São Salvador do Tocantins e Escola de Tecelagem Artística Nossa Senhora Auxiliadora, em Palmeirópolis. As escolas passam a integrar a rede estadual de ensino e ampliam as oportunidades de formação dos estudantes, a partir da formalização de convênio realizado pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), nesta segunda-feira, 26.

As três unidades de ensino ofertam do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, além de capacitação técnica. O Colégio de Tecelagem Artística Nossa Senhora Auxiliadora, localizado no Povoado Retiro, em São Salvador do Tocantins, oferta o 9º ano do Ensino Fundamental e a 1ª série do Ensino Médio; e a Escola de Tecelagem Artística Nossa Senhora Auxiliadora, em Palmeirópolis, conta com alunos matriculados no 9º ano do Ensino Fundamental e a 3ª série do Ensino Médio.  Nessas duas unidades de ensino são ministradas aulas de corte e costura, crochê, bordado, horta e outras artes artesanais.

Já o Colégio Agrícola Dom Bosco oferta o 9º ano do Ensino Fundamental, 1ª série com o curso Técnico em Agropecuária e a 3ª série do Ensino Médio. As unidades de ensino funcionam no sistema internato, sendo o Colégio Agrícola Dom Bosco voltado para o público masculino e as outras duas para o público feminino, que somam um total de 120 estudantes. As unidades de ensino estão em funcionamento desde 1994, atendendo principalmente famílias em situação de vulnerabilidade.

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Quem explica os benefícios da formalização do convênio é a gestora das unidades de ensino, Helem Fernanda de Lima, que ingressou nas escolas em 2004, como professora, e, em 2005, assumiu a direção das instituições. Para a diretora, o convênio traz vantagens para os estudantes e profissionais.

“Passamos a ter o nosso salário equiparado ao dos demais profissionais da rede estadual de ensino. Antes com o ensino parcial, realizávamos as atividades técnicas acompanhadas por instrutores e, agora, teremos o ensino integral e o técnico reconhecido Técnico Agropecuário [no Dom Bosco, em São Salvador] e o Normal [Magistério] de Nível Médio no Povoado Retiro, também em São Salvador”, pontuou.

Além disso, a gestora escolar apontou que, com a ampliação da carga horária, os estudantes saem com uma profissão e a oportunidade de ingressar no mercado profissional. “Isso faz uma grande diferença, pois a maioria dos nossos estudantes são carentes. Atendemos quilombolas, população do campo e pessoas em situação de vulnerabilidade”, apontou.

O governador em exercício, Laurez Moreira, destacou que a Educação tem um trabalho primordial na transformação de vidas. “Ao ampliarmos as oportunidades de formação, estamos criando novas possibilidades de mudança de vida e construindo um futuro melhor para os jovens que muitas vezes estão sem perspectiva. A educação tem esse poder”, frisou.

O titular da Seduc, Fábio Vaz, destacou que as unidades de ensino passam a receber recursos pedagógicos e financeiros do Governo do Tocantins. “A Seduc assumiu o pagamento dos salários de 10 professores, do coordenador pedagógico e da diretora escolar. Além disso, faremos um repasse mensal de recursos para as unidades de ensino”, apontou.

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Comunidade escolar comemora

O estudante do 9º ano, Isac Martins Santos Soares, 14 anos, estuda no Colégio Dom Bosco desde 2022.  Natural de São Valério do Tocantins, ele ingressou na unidade de ensino em busca de qualificação profissional; seu sonho é cursar administração. “Aqui o aprendizado é diversificado, temos aulas de Espanhol, temos o curso técnico agrícola, são mais possibilidades para uma formação melhor”, pontuou.

Para o estudante Emersom Brito Gonçalves, 15 anos, da 1ª série do ensino médio, o curso técnico agrícola é uma oportunidade para construir um futuro. Natural de Santa Rosa do Tocantins, onde já mantinha uma forte relação com a vida no campo, ele ingressou na unidade de ensino em busca de qualificação. “Quero continuar trabalhando nessa área, e a escola oferece uma excelente oportunidade para qualificação”, ressaltou.

A estudante Laís Pereira de Albuquerque está cursando a 3ª Série do Ensino Médio Básico, na Escola de Tecelagem Artística Nossa Srª Auxiliadora, em Palmeirópolis, ela tomou conhecimento da unidade de ensino por meio de uma amiga. “Ela falava muito bem da escola.  Em 2019 decidi ingressar. Foi muito bom. Os principais desafios foram a obediência às regras e a saudade de casa, mas logo foram superados”, destacou.

Laís destaca ainda que a unidade de ensino agrega novos valores. “Valores da vida cristã e da convivência com as pessoas. E esse convênio vai ajudar mais ainda no trabalho que é realizado na escola. Além das aulas regulares, aprendemos outras atividades, como o bordado, costura, crochê e tecelagem. São atuações importantes para o nosso futuro”, apontou.

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EDUCAÇÃO

Estudantes do Tocantins são premiados no Concurso Museu das Águas Brasileiras

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Estudantes do Tocantins comemoram a classificação na 7ª edição do concurso “A água que queremos”, título original “The water we want”, que selecionou os melhores trabalhos sobre reflexões sobre a água. Entre os alunos destaques estão Gabriela Miranda Menezes, 11 anos, do Colégio Militar do Tocantins Presidente Costa e Silva, de Gurupi, com o poema “O futuro cabe em uma gota”; Micayron Pinheiro Guimarães, 16 anos, da 2ª série do ensino médio do Colégio Estadual Adá de Assis Teixeira, em Goiatins, que participou na categoria “Vídeo e outras mídias”, com a música “O Sangue da Terra”. Do Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza, de Augustinópolis, dois estudantes alcançaram destaque, Verônica Heloísa Brito França e Cibelle de Sousa Rodrigues, na categoria “Vídeo e outras mídias”.

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), incentiva os professores e alunos a participarem das olimpíadas científicas e concursos escolares para que os jovens tenham mais oportunidades.

Destaque na poesia

A estudante Gabriela fez uma analogia sobre a água, um líquido tão necessário, que se não for cuidado, será escasso em muitos locais. A aluna contou com a orientação da professora Milian Pereira Santana Silva. A obra se destacou pela originalidade, criatividade e alinhamento com a temática da preservação da água e da sustentabilidade, reforçando a importância das ações coletivas. O texto destaca a conexão entre a água e os ecossistemas e alerta para o desperdício e a poluição, reforçando que o futuro depende das escolhas do presente.

“Essa conquista representa muito mais do que alcançar um resultado, significa crescimento pessoal, responsabilidade e aprendizado para minha vida. Essa experiência me mostrou que, com dedicação e esforço, somos capazes de superar desafios e valorizar ainda mais cada oportunidade que recebemos. Além disso, essa conquista trouxe ensinamentos importantes sobre a importância do cuidado com a natureza e com a água, recursos essenciais para a sobrevivência de todos os seres vivos”, frisou a estudante Gabriela.

A professora Milian destacou a experiência significativa para a escola e para os estudantes. “Ver nossos alunos envolvidos em ações que promovem a conscientização ambiental e o compromisso com a preservação da água é motivo de grande orgulho. Essa vivência proporcionou importantes aprendizados sobre responsabilidade, cidadania e sustentabilidade, mostrando que a educação vai além da sala de aula e transforma atitudes no cotidiano. Além disso, reforçou a importância de despertar nos estudantes o cuidado com os recursos naturais e a compreensão de que pequenas ações podem gerar grandes impactos para o futuro do planeta”, explicou.

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Música traz o despertar da consciência

O estudante Micayron é coautor da canção “O Sangue da Terra”, um manifesto sonoro que exalta as águas brasileiras, do Aquífero Guarani ao rio São Francisco. A obra funciona como um alerta urgente contra a ganância e a favor da preservação natural.

O estudante Micayron falou sobre a conquista de ter um trabalho que está sendo destaque. “Eu nem consegui acreditar. Queria agradecer muito a parceria do professor, pois sem essa orientação não teria sido selecionado. E agora estamos torcendo pelo resultado final para que possamos estar na etapa internacional”, comemorou.

Para o professor orientador, Leandro Lima Carvalho, a conquista reflete a essência do ensino. “Nosso dever como educadores é contribuir com o protagonismo estudantil. A educação, quando bem direcionada, é transformadora. Juntos, unindo técnica e sensibilidade, transformamos poesia em um apelo fundamental pelo nosso futuro”, afirmou.

A música pode ser acessada no portal https://youtu.be/SFS_OaRoAcA?si=Af8ofKp_fWZ6ANzq.

De Augustinópolis

O Colégio Estadual Manoel Vicente de Souza já é destaque no concurso A Água que Queremos. No ano passado, a escola ficou entre os finalistas internacionais com a animação “Vida”. Neste ano, a estudante Verônica desenvolveu o trabalho “A água que queremos é a água que cuidamos”, e a aluna Cibelle apresentou a criação “Água: a essência da vida”. Os alunos contaram com a orientação dos professores Antonio Valdemarí Rodrigues Morais e Verônica Heloísa Brito França.

“A participação na 7ª edição do concurso internacional The Water We Want é muito interessante quando percebemos o interesse e a satisfação dos estudantes em terem seus trabalhos enviados. Ter dois trabalhos da nossa escola selecionados para a etapa internacional é gratificante e mostra que o Colégio Manoel Vicente está no caminho certo, tendo em vista que, no ano passado, já havíamos sido campeões no mesmo concurso e na mesma categoria com o trabalho do estudante Estevão Wendel, por meio da animação ‘Vida’”, afirmou o professor Valdemarí.

A estudante Verônica ressaltou a alegria da conquista. “Foi muito bom ter participado do Concurso Museu da Água. Não imaginava que seria uma das vencedoras na etapa nacional. Estou muito feliz e espero ser uma das vencedoras da etapa internacional”, contou. O vídeo pode ser conferido no link https://youtu.be/jdcIZIWWDvk?si=Y6_Bt8z-pON2OeHI.

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A aluna Cibele falou de sua criação. “Participar do concurso foi não só uma oportunidade de representar a cultura brasileira por meio da minha arte, mas também uma oportunidade de reconhecimento. Tem sido uma experiência bastante positiva, que expandiu minha criatividade”, declarou. Vídeo está disponível no You Tube https://youtu.be/NJbmky5djjc?si=b-vYIAMePaccrzUW.

Walquíria de Souza Milhomem, gerente de Programas e Projetos Pedagógicos da Seduc, reforçou a importância de as escolas participarem das olimpíadas e concursos científicos. “E não há satisfação maior para toda a equipe da Seduc do que presenciar o nosso Tocantins em destaque. Ver a dedicação dos nossos professores gerando frutos e ver nossos estudantes subindo ao pódio, sendo premiados e reconhecidos, é a maior prova de que a escola pública tem uma força transformadora. Cada premiação é uma vitória coletiva, do aluno, da família, da escola e de todo o estado”, afirmou.

A professora Walquíria destacou que essas competições vão muito além da busca por medalhas. “Elas são ferramentas pedagógicas poderosas que despertam o protagonismo, estimulam o pensamento crítico e revelam talentos que, muitas vezes, só precisavam de uma oportunidade para brilhar. Quando uma escola incentiva seus alunos a participarem, ela está expandindo os horizontes e mostrando que o conhecimento não tem fronteiras”, ressaltou.

Concurso

O concurso é promovido pela Wamu-net e divulgado no Brasil pelo Museu das Águas Brasileiras, e o objetivo é desafiar crianças e jovens a expressar, por meio de desenhos, vídeos, poesias e outras mídias, sobre a importância da água no cotidiano.

Foram selecionadas seis obras vencedoras na fase nacional, e a equipe organizadora preparou uma galeria completa com todos os trabalhos recebidos, estas podem ser conferidas no portal https://www.museudasaguasbrasileiras.org/results-www-7-2026.

“O concurso A Água que Queremos representa uma importante oportunidade para que as escolas fortaleçam a educação ambiental de forma sensível, criativa e transformadora. Ao participarem, os estudantes ampliam sua compreensão sobre a importância da água. Mais do que uma atividade educativa, o concurso desperta reflexões sobre responsabilidade coletiva, cidadania e respeito à vida”, explicou a professora Liliana Naval, do Museu das Águas Brasileiras.

                           

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