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Governador Wanderlei Barbosa empossa novos procuradores do Estado

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O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, participou da posse dos cinco novos procuradores estaduais na manhã desta terça-feira, 13, no auditório do Palácio Araguaia, aprovados no 3º Concurso da Procuradoria Geral do Estado (PGE), realizado em 2018. Acompanhado do procurador-geral do estado, Kledson de Moura Lima, os novos procuradores Alison Bernardino Farias, Fernanda da Fonseca Oliveira, Peterson Santa Rosa Sarmento, Ricardo Lima Souza e Wallace Gonçalves da Silva assinaram o documento durante a sessão solene.

O evento contou com a presença das lideranças do Ministério Público Estadual (MPE-TO), o procurador-geral de Justiça do Tocantins, Luciano Cesar Casaroti, do Tribunal de Justiça (TJ-TO); a desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe; e da Defensoria Pública (DPE-TO); a defensora pública-geral do Tocantins, Estellamaris Postal.

“Nós prezamos pelo trabalho dentro da segurança jurídica e é isso que representa a posse desses novos procuradores. Temos uma durabilidade de mandato podendo ser reconduzidos ou não, então nesse tempo, precisamos trabalhar pelo Tocantins”, ressaltou o governador Wanderlei Barbosa ao cumprimentar os novos procuradores. “Vemos aqui pessoas preparadas para lidar com todos esses processos que nós temos no nosso estado, a fim de ter uma boa relação institucional, para fazer pareceres importantes da defesa do Estado, do apoio, do apelo jurídico que nós buscamos. Queremos um estado que tenha base jurídica nos seus atos e eu tenho trabalhado desta forma”, esclareceu e complementou: “a alegria que nós temos de trazer para os nossos quadros homens e mulheres com qualificação para fazer um bom trabalho e manter o Tocantins no rumo jurídico das coisas”, enfatizou.

Para o procurador-geral Kledson de Moura Lima, o reforço no time de procuradores vem em um bom momento, visto que a PGE tem sido muito demandada nos últimos tempos. “Quando a gente debate a situação da cardiologia no Estado, por exemplo, não tomamos apenas um paciente, mas todo o serviço. Nossa atuação tem uma abrangência maior, complexa e profunda, o que faz com que a procuradoria tenha necessidade de investimentos. Investimentos que nós encontramos amplo apoio na gestão do governador Wanderlei Barbosa”, afirmou.

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“O governador desde sempre fala na segurança jurídica. Desde a campanha, em todos os pronunciamentos, que nós devemos cuidar de todos e implementar as políticas, fazer cumprir o plano de governo com segurança jurídica. É aí que entra a procuradoria. Em 2018 nós éramos 149 servidores. Hoje nós somos 410. A procuradoria cresceu”, destacou ainda Kledson de Moura, ao enumerar os trabalhos desenvolvidos pelo órgão frente às atividades do Governo do Tocantins, sobretudo no programa de qualificação de jovens por meio do Jovem Trabalhador; no processo de digitalização dos serviços públicos e, por fim, na modelagem da venda do carbono jurisdicional dentro do programa REDD+ Tocantins.

Novos Procuradores

Natural de Paragominas, no Pará, o procurador Alisson Bernardino Farias, de 28 anos, sentiu-se realizado com a posse e afirmou que, apesar da pouca idade, já possui uma carreira consolidada na área jurídica. “Hoje tenho um sentimento de realização pessoal e profissional, porque eu sempre quis galgar esse cargo, desde o início da minha formação. Sempre busquei poder atuar na área de Procuradoria Geral do Estado, principalmente por ser algo importante dentro da estrutura do Estado. É um órgão que presta assessoria extrajudicial pro estado, por meio de pareceres, ajudando na definição de políticas públicas e também judicialmente quando está demandado, por quaisquer motivos”, pontuou. Ele é Graduado em Direito pela Universidade Federal do Pará, especialista em Direito Público e Gestão Financeira e foi Auditor de Controle Externo no TCE/PA (2018/2021) e Analista Judiciário do TRF 1ª Região (2021/2023).

A mineira Fernanda da Fonseca Oliveira, de 31 anos, também se diz realizada profissionalmente. “Foi uma benção de Deus em minha vida. Quando eu me formei em Direito, eu comecei a estudar para concursos de procuradorias e aqui foi um dos lugares que mais me encantou. Quando eu fui aprovada e fiquei na lista de espera, eu aguardava minha nomeação aqui, pois se tornou um sonho vir morar em Palmas. Eu me apaixonei por essa cidade no momento em que eu vim fazer a primeira e a segunda fase da prova”, completou. Fernanda é natural de Juiz de Fora (MG), fez Direito na Universidade Federal de Juiz de Fora, é pós-graduada em Direito Constitucional, foi procuradora do município de Limeira (SP) por dois anos. Atualmente exercia a função de procuradora do município de Juiz de Fora, sendo supervisora de área e atualmente gerente do Departamento de Contencioso.

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Perfil dos demais procuradores empossados

Peterson Santa Rosa Sarmento: Natural de Três Rios/RJ.Graduado em Administração pela Fundação Federal de Ensino Superior de São João Del Rei (Atual UFSJ). MBA em Marketing pela FGV/RJ. Graduado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Pós-graduado em Direito Constitucional pela Universidade Cândido Mendes. Além de outras ocupações, já foi Técnico Judiciário (2010 a 2015) e, posteriormente, Analista Judiciário no Tribunal Regional do Trabalho da Terceira Região(2015 a 2023).

Ricardo Lima Souza: Natural de Caçu/GO, graduado em Ciências Biológicas pela UEG e Direito pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB). Pós-graduado em Direito Penal em andamento pela Escola da Magistratura do Distrito Federal (ESMA-DF). No serviço público já exerceu várias funções: recenseador do IBGE, agente de saúde, escrevente judiciário do TJGO, técnico do seguro social do INSS. Nos últimos 10 anos ocupou o cargo de auditor federal de finanças e controle da CGU, com exercício na Corregedoria-Geral da Presidência da República.

Wallace Gonçalves da Silva: Natural de Patos de Minas/MG. Graduado em Direito pelo UNIPAM (Centro Universitário de Patos de Minas). Pós-graduado em Direito Público pela Universidade Anhanguera-Uniderp, Pós-graduado em Direito Processual Civil pela Faculdade Venda Nova do Imigrante. Pós-graduado em Advocacia Pública pela Unimais. Foi oficial do Ministério Público do Estado de Minas Gerais por 15 anos (2008 a 2023).

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TOCANTINS

Durante painel em Lisboa, governador Wanderlei Barbosa destaca potencial energético do Tocantins como vetor de desenvolvimento

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O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, participou nesta terça-feira, 2, do 14º Fórum de Lisboa, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em Portugal, integrando o painel Energia como Ativo Estratégico na Economia Verde e Digital. Como palestrante, o chefe do Executivo apresentou a experiência do Tocantins no aproveitamento do potencial energético como vetor de desenvolvimento sustentável e competitivo, em um debate voltado aos desafios e às oportunidades do setor energético diante das transformações econômicas e tecnológicas.

Na ocasião, em painel moderado pelo consultor legislativo da Câmara dos Deputados, Eduardo Maia, o governador Wanderlei Barbosa debateu com o advogado-geral da Petrobras, Cristiano Andrade; o diretor jurídico da Axia Energia, José Eduardo Guimarães Barros; e a advogada Maís Moreno, temas como transição energética, segurança no abastecimento, investimentos em infraestrutura e tecnologia, expansão das fontes renováveis e redução das emissões de gases de efeito estufa.

Durante a palestra, o governador Wanderlei Barbosa enfatizou a energia como um ativo essencial para o desenvolvimento. “O crescimento econômico exige considerar eficiência energética, inovação tecnológica e sustentabilidade. No Tocantins, estamos trabalhando com incentivos legais, como a isenção de ICMS e linhas de crédito, para alinhar esses desafios por meio de ações que incentivam uma economia de baixas emissões e infraestrutura energética sustentável, além de ampliar as oportunidades de desenvolvimento. Entendemos que a transição energética precisa ocorrer com planejamento e responsabilidade ambiental”, pontuou.

Ao defender a conciliação entre crescimento econômico, eficiência, previsibilidade e participação social na formulação de políticas voltadas ao setor energético diante das transformações tecnológicas e dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, o governador também detalhou a Estratégia Tocantins Competitivo e Sustentável (Estocs), iniciativa do Governo do Tocantins de longo prazo, que orienta investimentos nas áreas de meio ambiente, desenvolvimento social e infraestrutura. Os objetivos da iniciativa são fortalecer a competitividade do estado e promover um modelo de crescimento de baixas emissões de gases de efeito estufa.

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O governador Wanderlei Barbosa ressaltou também o potencial energético do Tocantins e as ações adotadas pelo Estado para ampliar a geração de energia limpa, especialmente por meio da energia solar. “O Tocantins tem promovido a política de sustentabilidade de maneira coerente. Somos banhados por duas bacias importantes para o Brasil e, nessas bacias, temos diversas hidrelétricas que também são fontes de energia renovável. Iniciamos uma importante migração para a energia solar. Recentemente, inauguramos o primeiro parque fotovoltaico do Estado em um projeto produtivo de frutas e derivados e já temos outros seis projetos previstos para implantação”, acentuou o chefe do Executivo.

O chefe do Executivo também salientou as ações voltadas à preservação ambiental e ao fortalecimento dos mecanismos de fiscalização e monitoramento do território tocantinense. “Temos projetos voltados para o fortalecimento dos órgãos de controle ambiental para fazer o combate da degradação ambiental e dos incêndios. Todo o nosso território é regido com leis ambientais rigorosas, sendo coberto e monitorado via satélite. Esse é o objetivo da nossa vinda, discutir o Tocantins, trazer informações e levar para o nosso estado”, finalizou.

Potencial do Tocantins

Na área ambiental, o Estado conquistou a liderança nacional entre os estados que mais avançaram em sustentabilidade ambiental entre 2023 e 2025, conforme o Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado é reflexo de ações como o programa Foco no Fogo, que contribuiu para a redução de 34% das queimadas ilegais entre 2024 e 2025.

O Estado também se destaca na geração de energia limpa, com capacidade instalada de 1.968,97 MW, dos quais mais de 93% são provenientes de cinco usinas hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas. Com demanda de 740,6 MW, consome apenas 37,6% da energia que produz, destinando o excedente ao Sistema Interligado Nacional e contribuindo para a segurança energética do país.

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⁠O Tocantins é um dos estados que mais evoluiu nos serviços públicos digitais. Nas próximas semanas, o Governo do Tocantins assinará a Ordem de Serviço para a instalação de cinco parques fotovoltaicos em prédios públicos, iniciativa que deve gerar economia estimada em R$ 600 milhões ao longo de 25 anos. Além de ampliar a eficiência da gestão pública, a digitalização dos serviços reduz deslocamentos, diminui o consumo de combustíveis fósseis e proporciona mais praticidade à população.

Na área de transporte, o Governo do Tocantins tem adotado medidas que integram sustentabilidade e redução de custos. Veículos elétricos e híbridos estão isentos do pagamento de Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) até o fim de 2027. O Estado também aderiu ao programa federal de subvenção ao diesel importado, que garantiu desconto de até R$ 1,20 por litro. A participação representou cerca de 1,79% do consumo nacional e um impacto financeiro de aproximadamente R$ 30 milhões.

Fórum de Lisboa

Realizado anualmente, o Fórum de Lisboa chega à sua 14ª edição em 2026 com o tema Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais. A programação, que ocorre entre os dias 1º e 3 de junho, reúne acadêmicos, gestores, especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil do Brasil e da Europa para debater os impactos das transformações tecnológicas nas estruturas políticas, econômicas e sociais, além de temas relacionados à democracia, inovação, sustentabilidade e saúde.

O evento é promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), pelo Lisbon Public Law Research Centre (LPL), da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), e pelo Centro de Inovação, Administração e Pesquisa do Judiciário da Fundação Getulio Vargas (FGV Justiça).

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