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HGP é referência nos procedimentos e na capacitação em cirurgia vascular e endovascular

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 A cirurgia vascular é uma especialidade médica que trata problemas que acometem os vasos sanguíneos do corpo, exceto da cabeça (neurologia e neurocirurgia) e do coração (cardiologia e cirurgia cardíaca). Ela foca nas artérias, veias e linfáticos, que podem apresentar doenças como: pé diabético, trombose venosa e arterial, aneurismas, trauma vascular, dentre outras. O Sistema Único de Saúde (SUS) tocantinense conta com assistência à população, dentro do Hospital Geral de Palmas (HGP), que só em 2022, realizou cerca de 500 procedimentos no centro cirúrgico e quase 200  na hemodinâmica.

Além da assistência especializada à população, a unidade hospitalar contribui para a formação de profissionais, como conta o médico, coordenador da residência de cirurgia vascular, professor, Sílvio Alves da Silva. “Temos residentes que já concluíram e outros que estão concluindo a especialização. Aqui recebemos internos da Universidade Federal do Tocantins e de outras instituições do Brasil”.

A parceria do HGP com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) existe há 10 anos. O programa de residência da especialidade admite a cada ano um aluno para o programa de residência em cirurgia vascular, que tem dois anos de duração, e outro de endovascular, que possui um ano de duração.

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“O residente que faz cirurgia vascular e endovascular na unidade já está incorporado no serviço e, na maioria das vezes, termina absorvido para trabalhar como preceptor (profissional de nível superior, responsável pela integração teoria-prática num campo de estágio ou residência), na equipe e no setor privado. O ensino oferecido no Tocantins é excelente e o residente já sai com formação de emergência e urgência, cirurgias eletivas, doppler  (exame que utiliza o ultrassom para diagnosticar as doenças circulatórias) e endovascular”, destacou o médico, professor e coordenador do serviço de endovascular/angiorradiologia ,Antônio Fagundes da Costa Júnior.

A residente do segundo ano de cirurgia vascular, no HGP, Mylena de Araújo Oliveira, conta que “já morava em Palmas e quis me manter na cidade durante a especialização com o objetivo de seguir carreira na capital. O HGP por ser referência de muitas regiões têm um alto fluxo de pacientes de média e alta complexidade o que permitem o contato com as mais diversas patologias vasculares permitindo o enriquecimento teórico e prático na minha formação como especialista na área. Excelente, o enriquecimento profissional e o amadurecimento como cirurgiã nesses anos são um grande diferencial para seguir a especialidade no futuro com confiança e responsabilidade com os pacientes”.

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SAÚDE

Governo do Tocantins entrega órteses e próteses para pacientes do Centro Estadual de Reabilitação de Palmas

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Em mais uma ação voltada à ampliação da acessibilidade da população, o Governo do Tocantins realizou, nesta terça-feira, 19, a entrega de órteses e próteses a pacientes atendidos pelo Centro Especializado em Reabilitação (CER III), em Palmas, vinculado à Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, sete pacientes foram beneficiados com órteses e seis com próteses. Os usuários são moradores de Palmas e de outros municípios do Estado.

Órteses e próteses são dispositivos médicos projetados para melhorar a mobilidade e a qualidade de vida dos pacientes. A principal diferença entre eles é que a órtese oferece suporte a um membro ou órgão já existente, enquanto a prótese substitui uma parte do corpo perdida ou que não se desenvolveu.

O Tocantins segue ampliando o acesso a órteses e próteses por meio dos Centros Especializados em Reabilitação (CERs), beneficiando pessoas como o ceramista Oslando Santos, de 44 anos, que sofreu amputação da perna em decorrência de complicações graves causadas pela diabetes. Após um ano de espera, ele recebeu a prótese com expectativa de retomar a independência e a qualidade de vida.

“Hoje eu vim aqui receber minha prótese e estou muito satisfeito. Fui muito bem atendido por todos aqui. Isso vai mudar completamente a minha vida, porque eu estava sem conseguir andar e agora vou voltar a caminhar novamente. Estou feliz demais com tudo. Antes, eu dependia muito das outras pessoas para fazer as coisas em casa e para me locomover. A gente sente muito quando perde a independência, mas graças a Deus agora as coisas vão dar certo. Eu gostava muito de jogar bola e agora quero voltar a dançar também. Vou tentar aos poucos, mas acredito que vai dar certo”, relatou o ceramista.

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A doméstica Vanda Ramos da Silva, de 53 anos, também foi beneficiada com uma prótese após perder a perna devido a uma infecção causada por um ferimento provocado por um caco de vidro, em 2024. Para ela, o equipamento representa mais liberdade para retomar as atividades do dia a dia.

“Estou feliz porque eu estava impedida de andar e agora vou voltar a caminhar. Vou conseguir fazer minhas coisas novamente. Eu gostava muito de ir à praia e agora quero voltar a caminhar e ver o pôr do sol”, relatou emocionada.

Acompanhamento contínuo

O uso de próteses e órteses não termina na entrega do equipamento. A partir desse momento, inicia-se uma nova fase de adaptação, ajustes biomecânicos e prevenção de complicações.

A fisioterapeuta Christianne Costa explica que o processo exige acompanhamento multiprofissional e envolve etapas fundamentais para a recuperação dos pacientes.

“Aqui no Centro Estadual de Reabilitação realizamos a entrega de próteses e órteses junto com todo o acompanhamento necessário para a reabilitação dos pacientes. A adaptação à prótese envolve não apenas a parte física, mas também aspectos neurológicos e emocionais, para que o paciente recupere equilíbrio, coordenação e autonomia. Além do atendimento fisioterapêutico, também oferecemos suporte psicológico, promovendo uma reabilitação integral e a reinserção social dessas pessoas. Para a equipe, é muito gratificante ver os pacientes retomando atividades simples do dia a dia e recuperando sua independência e qualidade de vida”, destacou.

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Como ter acesso

Os interessados em órteses, próteses ou meios auxiliares de locomoção devem procurar, inicialmente, atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

“Quando o paciente inicia o processo de solicitação na Unidade Básica de Saúde, ele é regulado e encaminhado ao CER. A partir daí, avaliamos se ele poderá continuar os atendimentos aqui com outros profissionais, como psicologia, terapia ocupacional e enfermagem. Caso não seja possível realizar determinado acompanhamento na unidade, fazemos a contrarreferência para que ele seja atendido no município de origem. O que não pode acontecer é esse paciente ficar perdido na rede, sem saber para onde ir ou onde buscar ajuda. O mais importante é garantir que ele tenha um direcionamento adequado. Se o atendimento começou aqui, nós damos todo o suporte necessário até a conclusão da reabilitação e dos atendimentos de que ele necessita”, explicou a fisioterapeuta.

SERs e CERs no Tocantins

No Tocantins, existem dois Serviços Especializados em Reabilitação (SERs), localizados em Porto Nacional e Araguaína, e dois Centros Especializados em Reabilitação (CERs), em Palmas e Colinas do Tocantins.

As unidades têm como objetivo reabilitar pessoas com deficiência física e intelectual, contando com equipe multiprofissional formada por enfermeiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico ortopedista, médico neurologista, assistente social, terapeuta ocupacional, nutricionista e psicólogo. Os serviços ofertados incluem consultas, avaliações, diagnósticos, terapias, indicação de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, equipamentos adquiridos pelo Governo do Tocantins.

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