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Médicos do SVO-TO participam de capacitação na USP

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Três profissionais médicos do Serviço de Verificação de Óbito do Tocantins (SVO-TO) estão em São Paulo participando de treinamento na Faculdade de Medicina da USP. O treinamento para realização de Autópsia Minimamente Invasiva (AMI), com utilização de  aparelho de ultrassonografia é organizado pelo Ministério da Saúde (MS), em parceria com a USP e tem o objetivo de oferecer aos médicos vinculados à Rede Nacional de SVO, novas ferramentas para ampliar a capacidade de realização de autópsias.

Esta é a segunda turma do Tocantins a participar do treinamento e o Estado está sendo destaque no treinamento, por ser um dos poucos Estados brasileiros a ter o aparelho de ultrassonografia. O equipamento foi adquirido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), o que facilita o início desta técnica no serviço.

Os médicos Dra. Rosângela Francisco Alves, Dr. Hélio Rovilson Soares, Dr.Clayton de Souza e Dr. Suzelly Sena  Guimarães serão multiplicadores desta técnica nas autópsias para os demais profissionais médicos de Palmas e Araguaína, onde estão instalados os serviços no Tocantins.

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O SVO/TO faz parte da rede de 43 serviços credenciados à Rede Nacional de Serviços de Verificação do Óbito, distribuídos entre as cinco regiões do país: Sudeste com 13, Sul com 04, Centro-Oeste com 10, Norte com 02 e a região Nordeste com 14 unidades.

A gerente do SVO/TO, Luzia Rodrigues Nogueira, disse que, “a equipe do Tocantins já é destaque nacional, por participar de estudo realizado pela Universidade Estadual de Ohio/EUA e Organização Mundial de Saúde (OMS) para aprimoramento da notificação das causa de mortes no mundo, por meio de cooperação técnica, para atividades de Autópsia Verbal, através de um questionário da OMS e agora estamos ampliando nossos serviços com a AMI com equipamentos e profissionais capacitados”, ressalta.

AMI

O uso do método de Autópsia Minimamente Invasiva (AMI) na identificação de causas de óbito tem sido utilizado como uma alternativa aos métodos convencionais. Trata-se de uma técnica que faz uso de equipamento de diagnóstico por imagem (ultrassom, tomógrafos, raio-x etc) para guiar a coleta de amostra de tecidos e fluidos por meio de intervenção percutânea, com uso de agulhas de fino e grosso calibre, realizando-se por punção o acesso aos órgãos internos, cavidades e tecidos sem abertura ampla do corpo.

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Esse método é considerado seguro aos profissionais envolvidos, sendo utilizado no período de pandemia, além de agilizar o tempo de liberação de corpos e ampliar a adesão dos familiares e responsáveis na aceitação desse procedimento.

SVO

O Serviço de Verificação de Óbito (SVO) é o responsável por determinar a causa do óbito, nos casos de morte natural, sem suspeita de violência, com ou sem assistência médica, sem esclarecimento diagnóstico e, principalmente aqueles por efeito de investigação epidemiológica, que pode colocar em evidência os possíveis riscos à saúde que estão em emergência, ou ainda casos de uma doença nova em um determinado local.

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Governo do Tocantins implanta serviço inédito para acesso ao transplante renal e estrutura fluxo de atendimento especializado

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O Governo do Tocantins fortalece a rede de atenção especializada à saúde ao implantar, no Hospital Geral de Palmas (HGP), o Ambulatório de Pré-Transplante Renal, serviço inédito no estado que tem como objetivo ampliar e facilitar o acesso de pacientes renais crônicos ao transplante. A medida também inclui a aprovação do fluxo de atendimento do serviço, formalizada por meio da Resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-TO) nº 080, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nº 7.069, na quinta-feira, 28.

O ambulatório está em funcionamento desde 4 de fevereiro de 2026. Com a aprovação do fluxo, os atendimentos foram oficializados e passam a ser conduzidos conforme as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Política Estadual de Transplantes do Tocantins, assegurando atendimento humanizado e organizado aos pacientes.

O avanço fortalece o HGP como referência em transplantes na região Norte do país e proporciona mais agilidade ao processo de avaliação de pacientes com indicação para o transplante renal. Com a implantação do serviço, os usuários passam a realizar no próprio estado os exames e avaliações necessários para a habilitação ao procedimento, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras unidades da federação e garantindo um acompanhamento clínico mais qualificado. A iniciativa também contribui para acelerar o ingresso dos pacientes na lista de espera, gerenciada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destacou que a implantação do Ambulatório de Pré-Transplante Renal representa mais um avanço na qualificação da rede estadual de saúde. “Estamos trabalhando para ampliar o acesso da população a serviços especializados e garantir que os tocantinenses recebam um atendimento cada vez mais eficiente, humanizado e próximo de suas famílias. A implantação desse ambulatório fortalece a assistência aos pacientes renais crônicos e demonstra o compromisso do Governo do Tocantins com a oferta de uma saúde pública de qualidade, reduzindo barreiras e proporcionando mais dignidade a quem aguarda por um transplante”, afirmou.

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A coordenadora da Central de Transplantes do Tocantins (Cetto), Tatiana Alves, celebrou a aprovação do fluxo. “A criação do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP representa um marco para a assistência aos pacientes renais crônicos no Tocantins. A estruturação desse serviço amplia a capacidade da rede estadual de transplantes, fortalece a integração entre as equipes envolvidas no cuidado e garante um acompanhamento mais próximo e seguro durante todo o processo de preparação para o transplante. É uma conquista que reforça o compromisso do Estado com a oferta de uma assistência cada vez mais especializada e humanizada”, explicou.

A paciente do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP, Alessandra Melo Santos, pontuou sobre o atendimento da unidade. “Sou paciente renal crônica, tenho 23 anos e estou fazendo todo meu acompanhamento pelo Ambulatório de Pré-Transplante no HGP. Estou sendo muito bem atendida. Amei o cuidado e a atenção de cada profissional que me atendeu. Quero agradecer cada profissional que está trabalhando aqui e cuidando para que tudo dê certo”, comentou.

O médico nefrologista do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP, Giordano Floripe Ginani, explicou a importância da aprovação do fluxo. “A formalização do fluxo fortalece a organização da linha de cuidado ao paciente renal crônico e assegura maior integração entre os serviços envolvidos no processo de transplante. O ambulatório passa a concentrar e coordenar as avaliações necessárias para a definição da elegibilidade dos pacientes, permitindo um acompanhamento mais qualificado, padronizado e eficiente, com foco na segurança assistencial e na ampliação do acesso ao transplante renal”, ressaltou.

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O nefrologista afirmou que o funcionamento do ambulatório permitirá que todas as etapas do estudo pré-transplante sejam realizadas no HGP, incluindo avaliações médicas, exames e acompanhamento multiprofissional. “O objetivo é encurtar o caminho do paciente até o transplante e fortalecer a rede de apoio a esse paciente, que demanda cuidado contínuo. Ao mesmo tempo, são lançadas as bases para a futura habilitação de um serviço de transplantes no HGP”, completou o médico Giordano Floripe.

Transplante renal

Atualmente, o Tocantins ainda não realiza transplantes renais. Por isso, pacientes renais crônicos com indicação para o procedimento são encaminhados, por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), a centros especializados em outros estados.

Com a implantação do serviço do Ambulatório de Pré-Transplante Renal no HGP, o Estado avança no fortalecimento da linha de cuidado e amplia os estudos técnicos voltados à futura implantação do serviço de transplante renal no Tocantins.

No transplante renal, o órgão pode ser doado por uma pessoa viva compatível, geralmente um familiar ou pessoa com vínculo afetivo ou por um doador falecido, mediante autorização da família e confirmação do diagnóstico de morte encefálica, conforme os protocolos do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

Dados do SNT apontam que, em 2024, foram realizados 6.325 transplantes de rim no Brasil. Em 2025, foram 6.702 transplantes, e entre janeiro e 29 de maio de 2026, foram registrados 2.534 procedimentos.

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